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Evento debate o empreendedorismo feminino

abril 11, 2018
Nesta quinta-feira, 12, às 14h, acontece no Gran Victory Hotel o evento "Empoderadas - Mulheres Empreendedoras". A eventualidade visa fomentar o empreendedorismo, estimular o artesanato para geração de emprego e discutir um plano de melhoria para a empregabilidade da mulher.

Os assuntos abordados serão: o empoderamento feminino; o papel da mulher no mundo dos negócios e das artes; e a violência contra as mulheres. O evento vai contar com a presença de mulheres empreendedoras e empresárias que poderão falar e fortalecer sobre a relação do meio em que atuam.

Conversamos com Socorro Rocha, uma dos organizadoras. Ela falou sobre a proposta, a importância e como será a dinâmica do evento. Confira a matéria que saiu no último Repórter Facom, do dia 9!

A matéria é de Cézar Franco e as informações foram passadas por Vicente Alves.



O "Repórter Facom" é um programa produzido pelo sexto período diurno da Faculdade de Comunicação da UFJF.

Repórter Facom: Programa 4

abril 07, 2018



Radiojornal do dia 28 de março de 2018

Programa produzido pelo sexto período diurno da Faculdade de Comunicação da UFJF. Editora: Mariana Meyer, Produtor; Cézar Franco; Âncora: Thatyana Benetello; Repórteres: Cézar Franco, Letícia Fernandes, Leandro Carneiro, Luiza Rodrigues, Vicente Alves, Francine Cardoso, Leo Lima, Thatyana Benetello e Pedro Martins. Supervisão: professor Márcio Guerra e do estagiário em docência Vitor Almeida; Operação: Paulo Avezani.

 

Um dilema a ser discutido

dezembro 22, 2017



Um grande dilema que está constantemente em debate no mundo jornalístico é qual parte da função tem maior importância: a teoria ou a prática? Como proposta para tentar desvendar essa questão, conversamos com dois profissionais formados na área e que atuam em funções diferentes dentro do jornalismo.

A primeira entrevistada é a jornalista Larissa Zimmermann, formada em jornalismo pelo Centro de Ensino Superior (CES JF), atualmente é editora e apresentadora na empresa TV Integração - Afiliada Globo. Para Larissa a teoria é importante, pois embasa o cotidiano de um jornalista, mas é na prática onde a pessoa aprende o que não é ensinado por nenhuma teoria. A pressa para fechar as matérias antes do deadline, os contatos difíceis de conseguir, tudo isso, para ela, é aprendido somente na prática. 

A apresentadora afirma que a teoria da Agenda Setting é a mais utilizada no cotidiano do contexto televisivo. É de extrema importância que uma emissora saiba o que as outras estão divulgando e a forma como estão abordando os assuntos em pauta. “Nós temos uma televisão que fica ligada na Globo News para nos manter informados das pautas”, afirma Larissa. A teoria organizacional e gnóstica também foram citadas por ela, sendo frequentemente utilizadas no meio profissional. 

Colocada de maneira enfatizada pela jornalista, a imparcialidade é algo de extrema importância para seu dia a dia, pois, de acordo com ela, não pode deixar que sua opinião transpareça em momento algum da apresentação dos telejornais. Finalizando a entrevista, Larissa ressaltou alguns nomes que a inspiraram para chegar onde está hoje, como Marcos Uchoa e Lilian Telles. 

O segundo entrevistado foi o assessor de imprensa Rivelino Alves que atualmente trabalha na Prefeitura Municipal de Juiz de Fora como assessor de um vereador. Formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Rivelino defende que prática e teoria andam juntas. Por mais que a prática durante vinte e quatro anos de experiência no ramo fale mais alto, ele garante que a teoria aprendida da faculdade foi base para sua entrada no mercado de trabalho: "As duas coisas andam juntas e não tem como dizer que uma é mais importante que a outra".

Por maior importância que a teoria tenha em sua trajetória, Rivelino não aplica nenhuma específica em sua área, mas deixa claro que tenta adotar tudo o que aprendeu de acordo com a necessidade e objetivo do trabalho, especialmente o princípio fundamental do jornalismo que é o compromisso com a verdade. Ele assume que a assessoria é vista como uma vertente tendenciosa e mentirosa do jornalismo, mas que em sua vivência a verdade é a parte fundamental. "A melhor forma de se responder a uma situação de crise, por exemplo, é trabalhando com a verdade, sempre”. 

Para o assessor, a mídia e a imprensa deixam a desejar nesse sentido. Ao colocarmos em questão a possibilidade de aplicação da Teoria do Espelho nos dias de hoje, Rivelino diz que a mídia prioriza alguns aspectos da realidade com base no lucro, no retorno e que um grande exemplo disso nos dias de hoje é a exploração do dantesco, do diferente e principalmente da violência. "eu acho bastante questionável isso de que a mídia é o reflexo da realidade; é reflexo daquela realidade que a interessa".
Em termos cronológicos, Rivelino admite que os vinte e quatro anos de prática já o afastaram das teorias passadas na academia e diz que na prática em si é difícil ver a aplicação das mesmas. " Eu tento da melhor forma possível me adequar a essa realidade moderna e trabalhar com a objetividade, sempre", garante.

Com base na entrevista de ambos os profissionais de diferentes áreas do jornalismo, concluimos que tanto a teoria quanto a prática são de extrema importância para o cotidiano profissional. A teoria baseia o raciocínio, mas muitas ações são aprendidas somente na prática das redações. 


                                          Larissa Zimmermann nos estúdios do MGTV









                                           Rivelino Alves



                                                             Por Francine Cardoso, Juliane Evelyn e Thatyana Benetello.

Participação dos jovens em religiões

dezembro 21, 2017
A distribuição dos jovens entre as religiões segue o resto da população. A grande maioria é composta por católicos, seguidos por evangélicos e protestantes. Os espíritas (kardecistas, umbandistas e candomblecistas) somam 3% do total de jovens. As outras religiões, ainda menos conhecidas, reúnem 2%. Enquanto os ateus e agnósticos dividem apenas 1% e os que acreditam em Deus sem possuir religião somam 10%.
O primeiro contato com a religião que temos é por meio dos pais e mães que incentivam seus filhos a frequentarem determinada religião, que é, na maioria das vezes a dos pais. Já na fase da juventude, se ganha uma autonomia para decidir qual religião, ideologia seguir ou até mesmo optar por não seguir nenhuma.
“Muitas vezes, em um primeiro momento, o que faz o jovem permanecer em uma religião é simplesmente a sensação de pertencimento a um grupo que é proporcionado pela convivência religiosa, fator esse que principalmente na fase da adolescência é muito significativo. Posteriormente a essa fase, o que faz o jovem levar a religiosidade adiante é a sua ideologia e se há uma identificação com os princípios”. Comenta Vicente Alves, coordenador do projeto Encontro de Adolescentes com Cristo (EAC).
Neste contexto, dentro das religiões existem diversos projetos visando alcançar o público jovem. Na diocese católica de Petrópolis, que abrange regiões nas proximidades, é realizado várias iniciativas para a juventude. Uma delas é a Oficina de Valores, que além de proporcionar encontros, trata de assuntos como histórias em quadrinhos, filmes, séries, entre outros. Além do site, o projeto possui um blog em que são postados textos sobre diversos assuntos.
Outro projeto é o Acampamento Juvenil, que é um movimento da Igreja Católica formado por jovens de 18 a 35 anos e chegou a Diocese de Petrópolis em 1992 através de algumas pessoas que o trouxeram da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Este projeto atua em nível nacional e internacional, sendo executado em cerca de 27 países.
“Como projetos derivados do Acampamento, temos o FAC (Formação de Adolescentes Cristãos). Com o crescimento do FAC, surgiu o JOAM, separando-se por idades (FAC: 12 a 15 anos; JOAM: 15 a 17 anos), com dinâmicas distintas”
A integrante do grupo jovem da paróquia Bom Jesus em Juiz de Fora, Joyce Moura contou sobre a importância dos grupos jovens nas religiões. “O que eu acho mais interessante em ter grupos jovens é que isso se torna um incentivo para juventude ingressar em uma religião. Porque se um jovem não vê nenhuma pessoa da sua faixa etária naquele ambiente, ele não vai se sentir à vontade e motivado a participar”.
Para Vicente Alves, a participação do jovem na religião é muito importante, pois eles são responsáveis por não só dar prosseguimento a religiosidade, mas também por provocar mudanças e questionamentos necessários em determinados conceitos.

Mariana Meyer

O Código Da Vinci e as polêmicas envolvendo o Opus Dei

dezembro 19, 2017
O bestseller mundial de Dan Brown lançado em 2005, O Código da Vinci, levantou diversas polêmicas sobre a Igreja Católica, principalmente a respeito da Prelazia da Santa Cruz e Opus Dei. O livro, que no ano seguinte virou filme, ganhou atenção por não deixar claro a ficção e a verdade, gerando críticas de membros da Igreja por produzir uma imagem distorcida da Prelazia para o grande público. 
As polêmicas levantadas com o livro e o filme voltou à atenção do público e da mídia para o Opus Dei. Como o caso do jornalista português Rui Pedro Antunes, que publicou o livro “Opus Dei: eles estão entre nós”. Rui procura expor certas práticas como os supostos castigos físicos, as ideologias políticas e a desvalorização da mulher que, segundo ele, são impostas aos chamados numerários (nomenclatura dos membros da Prelazia). 
O livro de Rui faz um apanhado das principais críticas sofridas pelo Opus Dei, para isso ele utiliza testemunhos de ex-membros, em sua maioria de forma anônima, como forma de exemplificação. A investigação procura revelar, o que o autor chama de obscuridade da Prelazia, que por vezes é comparado a maçonaria.

O tratamento da mulher 
No Opus Dei não existem diferentes categorias de membros, mas modos diversos de viver uma mesma vocação de acordo com as circunstâncias pessoais de cada um. Uma dessas formas é através da dedicação integral e celibatária, ou seja, membros que escolhem permanecer solteiros e morar nos Centros do Opus Dei disponíveis aos trabalhos apostólicos e para a  formação dos demais fiéis. Esses são os chamados numerários. 
No caso das mulheres, o seu trabalho consiste em cuidar de serviços domésticos como a limpeza e o preparo das refeições. De acordo com Rui esse “é um trabalho inferior e as mulheres se tornam verdadeiras empregadas dos homens que mandam na Prelazia”. 
O assessor de imprensa do Opus Dei no Brasil, Roberto Zanin, explica que essa diferença de funções é fruto da vontade que o fundador tinha de ter um ambiente familiar. “São Josemaria Escrivá não queria que o Opus Dei fosse como um quartel comandado apenas por homens e nem como um convento comandado apenas por mulheres. Então, para que tenhamos um ambiente familiar, foram criadas essas formas de vivência do carisma da Prelazia”.
Essas formas de vivência são chamadas de vocações, conceito esse muito utilizado pela Igreja que significa o modo que cada indivíduo é chamado a viver levando em conta suas características e a vontade de Deus. “Todo aquele que pretende se tornar membro do Opus Dei passa por um período de discernimento vocacional, no qual ele é acompanhado por um diretor espiritual e participa de cursos para conhecer a Prelazia a fundo antes de tomar uma decisão, por isso toda mulher que escolhe ser uma numerária auxiliar fez isso por ter certeza que essa é sua vocação”, afirma Roberto. 
Os castigos corporais
Um dos pontos mais polêmicos do filme O Código da Vinci retrata o vilão, um suposto monge do Opus Dei, auto flagelando-se com um chicote. A cena repleta de sangue deixa a dúvida do que é real e do que é ficção. De acordo com Rui, a cena retratada no filme é bem comum dentro dos muros do Opus Dei, como dizia o próprio fundador em seu livro Caminho (208): “Bendita seja a dor. Bendita seja a dor, santificada seja a dor… Glorificada seja a dor!” 
As práticas corporais são comuns nas principais religiões ao redor do mundo. Geralmente essas são aplicadas como ritos de iniciação, como na circuncisão dos judeus, ou como forma de buscar o autocontrole e a aproximação de Deus, como no caso do catolicismo onde os fiéis buscam unir o incomodo das mortificações ao sacrifício de Cristo na cruz. 
“No Opus Dei, os numerários têm incluído na sua rotina de oração o uso do cilício – corrente de ferro para prender ao corpo - por duas horas ao dia e são feitas algumas orações com uso de chicotes de borracha. Entretanto, a diferença entre essas práticas e o filme é que nenhuma delas gera feridas, mas somente incomodam”, afirma Roberto.
A Igreja Católica desde o Concílio Vaticano II condena veementemente toda prática de auto flagelação. No entanto, alguns fiéis radicais permanecem com essas práticas, como o caso dos rituais feitos por alguns fiéis durante a Semana Santa no vilarejo de San Matias nas Filipinas. Entre as práticas estão a crucificação de fiéis e o corte do próprio corpo.  
Outras práticas de renúncia são defendidas pela Igreja, como a mortificação e a ascese. A mortificação consiste na privação de algum conforto ou de algum prazer alimentar como forma de oferecer a Deus, já a ascese é alguma prática física com o mesmo objetivo, como, por exemplo, tomar banho gelado ou rezar de joelhos.  
“Nós somos criticados por uma prática que é comum a todas as religiões e a toda Igreja Católica. Grandes homens do nosso tempo como São João Paulo II e São Pio de Pieltrelcina faziam uso do cilício e de mortificações do tato. As pessoas ficam impactadas ao saber disso pois não sabem lidar com a dor e se esquecem de todo o sofrimento de Cristo na Cruz”, afirma Roberto. 

Experiência 
Juliana Trindade é estudante de Engenharia Química da Universidade de São Paulo e numerária do Opus Dei há três anos. Ela conheceu a Prelazia através de uma amiga que lhe apresentou uma moradia universitária, quando ela ainda estudava na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. 
“Eu me encantei pelo ambiente alegre de família e pela coerência das pessoas. Na residência fiz grandes amizades e conheci pessoas incríveis que tinham como centro da sua vida Jesus Cristo. Eu me entreguei a Deus no Opus Dei porque quis. Na Obra nunca me impuseram nada, sempre fui e sou livre para tomar as minhas decisões”, conta Juliana. 
Apesar de ter assistido O Código Da Vinci antes de conhecer a Prelazia, Juliana diz não ter associado à obra de Dan Brown a algo real, pois, segundo ela, o que é passado ali é nitidamente um absurdo. “Talvez o filme tenha de fato influenciado a imagem da Obra, mas qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que não passa de uma ficção”, afirma. 
Já Roberto acredita que a obra de Dan Brown não é de todo negativo para a imagem da Prelazia. “No início O Código Da Vinci foi bem prejudicial para a Prelazia, mas hoje percebemos que muitas pessoas que participam conosco vieram devido a curiosidade que o filme e o livro geraram. Para aqueles que vieram nos conhecer foi bom para que percebessem que nós não temos nada de secreto, mas somos sim bem discretos, pois nosso carisma está na santificação diária. E também puderam descobrir que o Opus Dei não tem monges como no filme”, conta enquanto ri.   


Por Vicente Alves

Audiência Pública discute mendicância de crianças e adolescentes em Juiz de Fora

dezembro 19, 2017

A cidade de Juiz de Fora vem percebendo um forte problema ao longo dos tempos: a mendicância de crianças. No último dia 28, o assunto foi discutido em uma audiência pública na Câmara Municipal, proposta pelos vereadores Julio Obama Jr. (PHS), Roberto Cupolillo (PT), Charlles Evangelista (PP) e Ana Rossignoli (PMDB). A reunião abriu espaço para a discussão do assunto junto à sociedade e às mães em estado de rua.

De acordo com o vereador e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Julio Obama Jr, "a audiência foi recebida como muito oportuna. Juiz de Fora já identificou nove famílias em situações de vulnerabilidade social e estão identificadas 30 crianças pertencentes a essas nove famílias, que, se em algum momento não estão comercializando, estão acompanhando suas mães. A visão que nós temos é que precisávamos discutir isso sobre um olhar não punitivo ou um olhar julgador, mas que pudéssemos ver a situação social em que se encontram essas mães, bem como a questão da violação dos direitos da criança", diz.

O número de moradores de rua na cidade vem aumentando e, consequentemente, o número de crianças na mesma situação. O vereador também observa que esse aumento pode se dar pelo momento econômico em que estamos vivendo. Porém, também fala das dificuldades de atender a essa parcela. "A gente vê que o país promoveu uma construção de políticas para atender essa população mais carente. Contudo, se não houver o mínimo de organização do Estado, das contas públicas, como é que nós vamos ter programas para combater a pobreza com seriedade?", reflete.


Durante a audiência, muitas mães puderam compartilhar suas situações. Muitas falaram que, por não terem com quem deixar as crianças, levam-nas para as ruas enquanto esperam por uma vaga nas creches. De acordo com a Prefeitura, através do subsecretário de Educação, há uma previsão do aumento de 1500 vagas em creches no próximo ano, o que, para Julio Obama, é uma fala que será cobrada.
Thatyana Benetello 

O corpo inteligente

dezembro 16, 2017
Inteligência, segundo o dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, é a faculdade ou capacidade de aprender, apreender, compreender ou adaptar-se facilmente. Portanto, comumente, quando se fala em inteligência, tendemos a pensar em pessoas com capacidades linguísticas e matemáticas elevadas ou intelectuais destacados como Freud e Einstein.

O psicólogo cognitivo e educacional americano Howard Gardner superou esse entendimento a partir de seu estudo sobre as inteligências múltiplas. O pesquisador contextualizou, inicialmente, sete e depois chegou a nove tipos de inteligência, dentre elas a inteligência corporal-cinestésica. Este tipo de inteligência, de acordo com Gardner, é a capacidade de utilizar-se do corpo com grande precisão, controlando-o e manipulando-o de forma a resolver problemas ou produzir conceitos, ideias e objetos. Artesãos, atores, dançarinos, atletas e até mesmo cirurgiões são exemplos de profissionais que utilizam desse tipo de inteligência para realizar suas atividades.

O corpo fala


O corpo é de extrema importância para as pessoas que realizam determinado tipo de atividade, pois é como um "instrumento" (o corpo) para que suas artes sejam possíveis. Victor Dousseau é jornalista e ator do Grupo Divulgação, coletivo de ensino, pesquisa e extensão em artes cênicas atuante junto à UFJF. Victor, que, entre outros papeis, interpretou Romeu, na recente adaptação do clássico de William Shakespeare, classifica o corpo para o ator como fundamental: “Quando você vai pensar numa personagem, você pensa em todos os detalhes que ela precisa ter; por exemplo, a questão da fala: que tipo de voz essa personagem tem? Como é o andar dessa personagem? Como ela respira? Então, isso tudo, por mais que o público nem perceba, está embutido na criação”. Gestos, olhares, postura, tudo isso comunica; é o que diz o livro de Pierre Weil e Roland Tompakow, "O Corpo Fala", de 1986. Victor comenta que essa linguagem que o corpo tem é essencial para que o público conheça as personagens no teatro: “Isso ajuda muito no sentido de fazer com que o público perceba quem é aquela personagem, porque ele respira daquele jeito, porque ele anda daquela maneira e porque ele está falando aquele texto. Muitas vezes você pode até não ter nenhum tipo de fala, mas estar em cena e seu corpo dizer muito: o seu rosto, um gesto que você faz com a mão, enfim, isso pode te ajudar bastante”.

De corpo e alma

Os que possuem as inteligências corporais-sinestésicas acentuadas têm de tomar muito cuidado com o principal instrumento de trabalho. Dousseau afirma que todo cuidado com ele é pouco:  “Você tem que tomar cuidado para não sentir nenhum tipo de dor, dormir bem... Você tem que cuidar de tudo, porque o corpo é o instrumento de trabalho do ator”.

Expressão (corp)oral


Engana-se quem pensa que para o exercício da comunicação basta uma boa capacidade oral. Márcia Falabella é atriz e professora da Faculdade de Comunicação da UFJF (MG), onde ministra a disciplina Comunicação e Expressão Oral. Ela não só é procurada por alunos do curso, mas também por discentes de outras faculdades e até alunos estrangeiros. A disciplina ministrada por ela busca desenvolver o potencial dos alunos por meio da fala e da expressão corporal, o que Marcinha (como é carinhosamente conhecida e chamada por todos) considera a visibilidade daquilo de somos: “O corpo é onde o que pensamos e sentimos se manifesta. Eu sempre digo que se a fala é música, o corpo dança com ela. As pessoas têm que ter consciência disso e usar os recursos corporais para conseguir melhor expressividade e comunicabilidade”. A professora lamenta que apesar da importância, muitas pessoas têm resistência a isso.

Marcinha, é também uma das principais atrizes do Grupo Divulgação: considera o teatro perfeito para melhorar a comunicação corporal: “Em cena ou nos exercícios de improviso e interpretação, o corpo do ator está presente em plenitude. Mas qualquer atividade física é bem vinda, sobretudo, dança, capoeira, yoga etc, para que as pessoas tenham maior consciência do seu próprio corpo".

Fotos: Jesualdo Castro/Grupo Divulgação
 
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