Menu Topo

Participação dos jovens em religiões

A distribuição dos jovens entre as religiões segue o resto da população. A grande maioria é composta por católicos, seguidos por evangélicos e protestantes. Os espíritas (kardecistas, umbandistas e candomblecistas) somam 3% do total de jovens. As outras religiões, ainda menos conhecidas, reúnem 2%. Enquanto os ateus e agnósticos dividem apenas 1% e os que acreditam em Deus sem possuir religião somam 10%.
O primeiro contato com a religião que temos é por meio dos pais e mães que incentivam seus filhos a frequentarem determinada religião, que é, na maioria das vezes a dos pais. Já na fase da juventude, se ganha uma autonomia para decidir qual religião, ideologia seguir ou até mesmo optar por não seguir nenhuma.
“Muitas vezes, em um primeiro momento, o que faz o jovem permanecer em uma religião é simplesmente a sensação de pertencimento a um grupo que é proporcionado pela convivência religiosa, fator esse que principalmente na fase da adolescência é muito significativo. Posteriormente a essa fase, o que faz o jovem levar a religiosidade adiante é a sua ideologia e se há uma identificação com os princípios”. Comenta Vicente Alves, coordenador do projeto Encontro de Adolescentes com Cristo (EAC).
Neste contexto, dentro das religiões existem diversos projetos visando alcançar o público jovem. Na diocese católica de Petrópolis, que abrange regiões nas proximidades, é realizado várias iniciativas para a juventude. Uma delas é a Oficina de Valores, que além de proporcionar encontros, trata de assuntos como histórias em quadrinhos, filmes, séries, entre outros. Além do site, o projeto possui um blog em que são postados textos sobre diversos assuntos.
Outro projeto é o Acampamento Juvenil, que é um movimento da Igreja Católica formado por jovens de 18 a 35 anos e chegou a Diocese de Petrópolis em 1992 através de algumas pessoas que o trouxeram da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Este projeto atua em nível nacional e internacional, sendo executado em cerca de 27 países.
“Como projetos derivados do Acampamento, temos o FAC (Formação de Adolescentes Cristãos). Com o crescimento do FAC, surgiu o JOAM, separando-se por idades (FAC: 12 a 15 anos; JOAM: 15 a 17 anos), com dinâmicas distintas”
A integrante do grupo jovem da paróquia Bom Jesus em Juiz de Fora, Joyce Moura contou sobre a importância dos grupos jovens nas religiões. “O que eu acho mais interessante em ter grupos jovens é que isso se torna um incentivo para juventude ingressar em uma religião. Porque se um jovem não vê nenhuma pessoa da sua faixa etária naquele ambiente, ele não vai se sentir à vontade e motivado a participar”.
Para Vicente Alves, a participação do jovem na religião é muito importante, pois eles são responsáveis por não só dar prosseguimento a religiosidade, mas também por provocar mudanças e questionamentos necessários em determinados conceitos.

Mariana Meyer

Postar um comentário

 
Copyright © Estúdio FACOM. Designed by OddThemes & VineThemes