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Espírito natalino movimenta economia

dezembro 06, 2017



O natal está chegando e a economia se movimenta com esse comércio que cresce cada vez mais. Dentre os produtos procurados estão artigos de decoração, comidas típicas, bebidas, presentes entre outros utensílios específicos desta época do ano. Há dois meses as lojas do centro de Juiz de Fora já enfeitavam suas vitrines com artigos natalinos e despertava nos consumidores o sentimento de preparação para o natal. De acordo com a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), a previsão é que neste ano a data movimentará R$ 34,7 bilhões, o que representa um aumento de 4,8% comparado com a mesma época no ano anterior.
O comércio alimentício é o que mais ajuda nessa movimentação: R$11,6 bilhões. A reunião das famílias gera uma compra abundante de aves, bebidas e doces. Maria Aparecida de Rezende, 84, não economiza e gosta de fartura. Todos os anos ela compra além da conta. O cardápio é farto: churrasco, acompanhado de arroz e maionese. Na sobremesa, doce de leite com sorvete, além dos doces de pêssego e figo. Na mesa, muitos bombons formam uma árvore de natal e, enquanto tudo está sendo preparado, as nozes abrem o apetite. Para ela, Natal é época de reunir a família e comemorar com muita fartura
Há também a famosa tradição da troca de presentes. As crianças esperam a data o ano inteiro para pedir ao Papai Noel aquele presente especial.  E cabe aos adultos irem comprar. Fernanda Guimarães fala sobre as dificuldades de presentear as crianças: “A gente não compra para muita gente, mas o presente da Rafa é certo. Ela é muito para frente e sempre pede alguma coisa. Esse ano ela quer miniaturas”, conta. Mas não são os brinquedos que mais dão lucros. De acordo com a CNC é o comércio de vestuário que mais se sobressai e se espera que ele movimente até R$ 9 bilhões.
As decorações também fazem parte das compras de natal e a tendência agora é se aventurar no artesanato. De acordo com consumidores, os artigos natalinos estão muito caros e a fabricação própria pode dar uma economia de até 400%.

A data comemorativa acaba gerando muitos lucros também para o comércio juizforano que está se recuperando de uma forte recessão e traz uma esperança de um ano melhor. De acordo com a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Juiz de Fora), a época também diminui o índice de desemprego na cidade e abre oportunidades de trabalho. 
Thatyana Benetello

Empreender na crise

novembro 30, 2017
Em tempos de crise, cortes de gastos são medidas comumente adotadas por pessoas e empresas. Por conta da redução nas vendas de produtos ou com a dificuldade na prestação de determinados serviços, as demissões tornam-se realidade para muitos trabalhadores. Em função disso, o empreendedorismo surge como alternativa para uma retomada de renda com a criação do próprio negócio.

Um desses casos é do casal Jucélia e Marcelo Vieira. Ela era dona de uma confecção e ele, caminhoneiro. A confecção contava com 10 funcionárias e não estava mais gerando capital suficiente para dar conta das despesas. O caminhão gerava gastos excessivos com manutenção e combustível. Foi assim, diante das dificuldades, que o casal viu no espaço em que funcionava o antigo negócio, um local para a construção de um restaurante. “O imóvel é nosso. Tinha espaço suficiente para distribuir as mesas. Também já tínhamos banheiros e uma cozinha grande”, justifica Jucélia.

Adaptar, sempre!

Como o espaço físico não era suficiente foi necessário adquirir diversos utensílios para a adaptação do que eles pretendiam. Mas havia um problema: o dinheiro era pouco. O que fez com que o casal vendesse quase tudo o que tinha: Jucélia diz que se desfez de todas as máquinas, o marido negociou o caminhão e o carro. Tiveram também que reutilizar alguns objetos que possuíam. Ela conta que uma grande mesa de corte foi transformada em outras, menores, e as cadeiras das costureiras passaram a ser utilizadas no salão. “Alguns armários estão agora na cozinha guardando mantimentos - explica Marcelo - e como as mesas do restaurante não cabem nos limites do salão, a garagem, a varanda e a sala de estar transformaram-se em ambientes do estabelecimento. Os sofás da sala são um diferencial. Estão sempre ocupados por muitos fregueses que os utilizam para os mais diversos fins”.

Quando questionada sobre o porquê de abrir o estabelecimento, Jucélia aponta para uma constatação: “Eu vendia camisas femininas e as vendas estavam em baixa. As pessoas podem deixar de comprar roupas ou escolher roupas mais em conta. Mas as pessoas não podem deixar de comer. Então, como eu já gostava de cozinhar, decidimos”. Hoje ela coordena a cozinha do restaurante.

Ambos garantem que o trabalho é desgastante, mas, ao mesmo tempo, prazeroso. Também são otimistas ao afirmar que a receita é suficiente para o retorno do que foi investido. “O público tem vindo todos os dias. Falam bem da comida e das bebidas”, destaca Marcelo.


Fidelidade com credibilidade

Um outro exemplo é o de Nátalia que trabalhava como atendente de telemarketing e já nesse período fazia doces para complementar a renda. “Eram docinhos para as festas e chá de bebês das amigas. Eu cobrava um preço mais em conta para ajudá-las e cobria parte das minhas despesas”.

Ao ser dispensada do emprego, a venda de doces passou a ser a única fonte de renda. Foi quando ela percebeu que a demanda estava aumentando e decidiu se dedicar integralmente. “A partir daí, investi no negócio. Criei uma página no Facebook, comprei uma máquina de fazer cupcakes, entre outras coisas. Hoje, especificamente atuo na confecção de cupcakes e doces personalizados”, destaca.

Natália atribui a grande procura de seus serviços à fidelidade dos clientes. Garante que eles sabem da qualidade e recorrem quando precisam. Outro fator apontado por ela se relaciona a um segmento em que não existe muita gente especializada.

Atualmente, Natália confecciona seus doces na própria casa, mas não descarta a possibilidade de abrir um negócio. “No momento, não penso e nem tenho condições para isso, mas depende do mercado. Se eu achar que tenho chances de ter sucesso nesse empreendimento não vejo porque não investir e abrir um espaço”, considera Natália. 

Mariana Meyer e Leandro Carneiro

O empreendedorismo no sustento missionário

novembro 27, 2017

O empreendedorismo tem crescido no mundo moderno, atuando em várias vertentes. Com as dificuldades e crises que têm atingido o cenário internacional, muitos têm optado por deixar seus empregos e abrir um negócio próprio para manter seu sustento. Mas o empreendedorismo tem atendido as mais diversas demandas financeiras, como é o caso da AME: Associação Missão Esperança, que envia e sustenta missionários no Sudeste Asiático, utilizando o empreendedorismo para também disseminar a cultura brasileira e asiática.

Os missionários mantidos pela AME, são sustentados pelo envio de ofertas ao campo, mas como o valor arrecadado é inconstante, os trabalhadores da base da AME começaram a vender doces, roupas, CDs, entre outros produtos a fim de arrecadar um valor maior para os missionários enviados. A diretora executiva da AME, Aline Frossard, explica o objetivo do empreendedorismo realizado pela associação: “Somos uma ONG e utilizamos o empreendedorismo em duas frentes de trabalho: O empreendedorismo social que leva atendimento de saúde, nutrição, educação, esporte e agropecuário às populações em vulnerabilidade social visando a melhoria das condições de vida, capacitação e geração de renda. E o empreendedorismo econômico, que está atrelado à atuação dos projetos.”


Os projetos se estendem por vários locais: Em Cocal, Piauí foi fundada uma cooperativa, ensinando as mulheres a bordar e vender os produtos no Sudeste, enviando o valor arrecadado a elas para a continuidade do projeto. Em Myanmar, na Ásia, foi estimulado o auto-sustento dos orfanatos fornecendo treinamento, cuidados e animais para suinocultura e posterior venda de porcos e avicultura com galinhas poedeiras e posterior venda de ovos, para consumo no orfanato e venda para geração de renda. Aos desabrigados do vulcão, o artesanato tem o objetivo de arte-terapia, resgate da cidadania e autoestima. No Brasil, são feitos produtos artesanais utilizando as mais variadas técnicas (cartonagem, pintura MDF, patchwork etc.) para venda em canais virtuais e
cliente final. O objetivo é geração de renda que é revertida para o sustento dos projetos e divulgação da organização. Além disso, pessoas que produzem são todas voluntárias e contribuem com seu tempo e talento para a ajuda enviada para os projetos. Além dos produtos para venda, são elaborados produtos que são enviados para presentear as crianças e adolescentes, e mães-sociais, atendidos pela AME. De acordo com Aline Frossard, o objetivo é alegrar seus corações, elevar suas autoestimas, fornecer produtos que sejam úteis barateando o custo e enviando o carinho com que o produto foi feito.

Os missionários quando visitam o Brasil, trazem também materiais do sudeste asiático para ser vendidos aqui e também aprendem a fazer doces e artesanatos brasileiros para levar para as famílias da Ásia. Assim, além de arrecadar recurso para o sustento próprio dos missionários, muitas famílias necessitadas aprendem a fazer e vender seus produtos, ajudando também no sustento dos ajudados pelos enviados AME, como afirma uma missionária sustentada pela associação que não pode ser identificada: “Os produtos vendidos pela AME ajudam muito no sustento missionário! Contribuem financeiramente com os projetos existentes e/ou novos, principalmente quando as ofertas diminuem. Além de contribuir com o comércio local dos campos e prover a cultura dos países por eles representados. Quando o missionário visita o Brasil, os produtos trazidos por ele o ajudam com o custo das passagens aéreas e outros custos extras.” De acordo com ela, a ajuda que esse empreendedorismo traz para suas vidas ultrapassa o âmbito financeiro: “É uma forma também de trazer o povo brasileiro mais próximo do missionário e do povo que ele serve. E é tão bom saber que alguém irá lembrar de nós, de orar por nós, quando usarem o produto comprado” afirma.

Francine Cardoso

Elevados índices de inadimplência não afetam o consumo de juiz-foranos

novembro 13, 2017

Cerca de 60 milhões de brasileiros estão inadimplentes, o que corresponde a 40% de todos os consumidores maiores de 18 anos do país. Mas até que ponto esses dados afetam os hábitos de consumo dos juiz-foranos?

Você pode conferir na matéria abaixo:



Conteúdo produzido sob orientação do professor Ricardo Bedendo para a disciplina de Radiojornalismo.

Foto: Imagem retirada da Internet

Rafael Grohmann fala sobre o jornalismo freelancer

outubro 28, 2017



Confira a entrevista de Rafael Grohmann para o Estúdio FACOM:

Entrevista com Ignácio Delgado, do Critt - UFJF

outubro 21, 2017
Você conhece o Critt - Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia da UFJF?

 
Entrevistamos o diretor do órgão, Ignácio Delgado, para entender a atuação junto a empreendedores e empresas que buscam assessoria para o desenvolvimento de novos produtos ou aperfeiçoamento de processos de produção em diferentes áreas.
 
 
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