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O empreendedorismo no sustento missionário


O empreendedorismo tem crescido no mundo moderno, atuando em várias vertentes. Com as dificuldades e crises que têm atingido o cenário internacional, muitos têm optado por deixar seus empregos e abrir um negócio próprio para manter seu sustento. Mas o empreendedorismo tem atendido as mais diversas demandas financeiras, como é o caso da AME: Associação Missão Esperança, que envia e sustenta missionários no Sudeste Asiático, utilizando o empreendedorismo para também disseminar a cultura brasileira e asiática.

Os missionários mantidos pela AME, são sustentados pelo envio de ofertas ao campo, mas como o valor arrecadado é inconstante, os trabalhadores da base da AME começaram a vender doces, roupas, CDs, entre outros produtos a fim de arrecadar um valor maior para os missionários enviados. A diretora executiva da AME, Aline Frossard, explica o objetivo do empreendedorismo realizado pela associação: “Somos uma ONG e utilizamos o empreendedorismo em duas frentes de trabalho: O empreendedorismo social que leva atendimento de saúde, nutrição, educação, esporte e agropecuário às populações em vulnerabilidade social visando a melhoria das condições de vida, capacitação e geração de renda. E o empreendedorismo econômico, que está atrelado à atuação dos projetos.”


Os projetos se estendem por vários locais: Em Cocal, Piauí foi fundada uma cooperativa, ensinando as mulheres a bordar e vender os produtos no Sudeste, enviando o valor arrecadado a elas para a continuidade do projeto. Em Myanmar, na Ásia, foi estimulado o auto-sustento dos orfanatos fornecendo treinamento, cuidados e animais para suinocultura e posterior venda de porcos e avicultura com galinhas poedeiras e posterior venda de ovos, para consumo no orfanato e venda para geração de renda. Aos desabrigados do vulcão, o artesanato tem o objetivo de arte-terapia, resgate da cidadania e autoestima. No Brasil, são feitos produtos artesanais utilizando as mais variadas técnicas (cartonagem, pintura MDF, patchwork etc.) para venda em canais virtuais e
cliente final. O objetivo é geração de renda que é revertida para o sustento dos projetos e divulgação da organização. Além disso, pessoas que produzem são todas voluntárias e contribuem com seu tempo e talento para a ajuda enviada para os projetos. Além dos produtos para venda, são elaborados produtos que são enviados para presentear as crianças e adolescentes, e mães-sociais, atendidos pela AME. De acordo com Aline Frossard, o objetivo é alegrar seus corações, elevar suas autoestimas, fornecer produtos que sejam úteis barateando o custo e enviando o carinho com que o produto foi feito.

Os missionários quando visitam o Brasil, trazem também materiais do sudeste asiático para ser vendidos aqui e também aprendem a fazer doces e artesanatos brasileiros para levar para as famílias da Ásia. Assim, além de arrecadar recurso para o sustento próprio dos missionários, muitas famílias necessitadas aprendem a fazer e vender seus produtos, ajudando também no sustento dos ajudados pelos enviados AME, como afirma uma missionária sustentada pela associação que não pode ser identificada: “Os produtos vendidos pela AME ajudam muito no sustento missionário! Contribuem financeiramente com os projetos existentes e/ou novos, principalmente quando as ofertas diminuem. Além de contribuir com o comércio local dos campos e prover a cultura dos países por eles representados. Quando o missionário visita o Brasil, os produtos trazidos por ele o ajudam com o custo das passagens aéreas e outros custos extras.” De acordo com ela, a ajuda que esse empreendedorismo traz para suas vidas ultrapassa o âmbito financeiro: “É uma forma também de trazer o povo brasileiro mais próximo do missionário e do povo que ele serve. E é tão bom saber que alguém irá lembrar de nós, de orar por nós, quando usarem o produto comprado” afirma.

Francine Cardoso

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