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Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens
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O corpo inteligente

dezembro 16, 2017
Inteligência, segundo o dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, é a faculdade ou capacidade de aprender, apreender, compreender ou adaptar-se facilmente. Portanto, comumente, quando se fala em inteligência, tendemos a pensar em pessoas com capacidades linguísticas e matemáticas elevadas ou intelectuais destacados como Freud e Einstein.

O psicólogo cognitivo e educacional americano Howard Gardner superou esse entendimento a partir de seu estudo sobre as inteligências múltiplas. O pesquisador contextualizou, inicialmente, sete e depois chegou a nove tipos de inteligência, dentre elas a inteligência corporal-cinestésica. Este tipo de inteligência, de acordo com Gardner, é a capacidade de utilizar-se do corpo com grande precisão, controlando-o e manipulando-o de forma a resolver problemas ou produzir conceitos, ideias e objetos. Artesãos, atores, dançarinos, atletas e até mesmo cirurgiões são exemplos de profissionais que utilizam desse tipo de inteligência para realizar suas atividades.

O corpo fala


O corpo é de extrema importância para as pessoas que realizam determinado tipo de atividade, pois é como um "instrumento" (o corpo) para que suas artes sejam possíveis. Victor Dousseau é jornalista e ator do Grupo Divulgação, coletivo de ensino, pesquisa e extensão em artes cênicas atuante junto à UFJF. Victor, que, entre outros papeis, interpretou Romeu, na recente adaptação do clássico de William Shakespeare, classifica o corpo para o ator como fundamental: “Quando você vai pensar numa personagem, você pensa em todos os detalhes que ela precisa ter; por exemplo, a questão da fala: que tipo de voz essa personagem tem? Como é o andar dessa personagem? Como ela respira? Então, isso tudo, por mais que o público nem perceba, está embutido na criação”. Gestos, olhares, postura, tudo isso comunica; é o que diz o livro de Pierre Weil e Roland Tompakow, "O Corpo Fala", de 1986. Victor comenta que essa linguagem que o corpo tem é essencial para que o público conheça as personagens no teatro: “Isso ajuda muito no sentido de fazer com que o público perceba quem é aquela personagem, porque ele respira daquele jeito, porque ele anda daquela maneira e porque ele está falando aquele texto. Muitas vezes você pode até não ter nenhum tipo de fala, mas estar em cena e seu corpo dizer muito: o seu rosto, um gesto que você faz com a mão, enfim, isso pode te ajudar bastante”.

De corpo e alma

Os que possuem as inteligências corporais-sinestésicas acentuadas têm de tomar muito cuidado com o principal instrumento de trabalho. Dousseau afirma que todo cuidado com ele é pouco:  “Você tem que tomar cuidado para não sentir nenhum tipo de dor, dormir bem... Você tem que cuidar de tudo, porque o corpo é o instrumento de trabalho do ator”.

Expressão (corp)oral


Engana-se quem pensa que para o exercício da comunicação basta uma boa capacidade oral. Márcia Falabella é atriz e professora da Faculdade de Comunicação da UFJF (MG), onde ministra a disciplina Comunicação e Expressão Oral. Ela não só é procurada por alunos do curso, mas também por discentes de outras faculdades e até alunos estrangeiros. A disciplina ministrada por ela busca desenvolver o potencial dos alunos por meio da fala e da expressão corporal, o que Marcinha (como é carinhosamente conhecida e chamada por todos) considera a visibilidade daquilo de somos: “O corpo é onde o que pensamos e sentimos se manifesta. Eu sempre digo que se a fala é música, o corpo dança com ela. As pessoas têm que ter consciência disso e usar os recursos corporais para conseguir melhor expressividade e comunicabilidade”. A professora lamenta que apesar da importância, muitas pessoas têm resistência a isso.

Marcinha, é também uma das principais atrizes do Grupo Divulgação: considera o teatro perfeito para melhorar a comunicação corporal: “Em cena ou nos exercícios de improviso e interpretação, o corpo do ator está presente em plenitude. Mas qualquer atividade física é bem vinda, sobretudo, dança, capoeira, yoga etc, para que as pessoas tenham maior consciência do seu próprio corpo".

Fotos: Jesualdo Castro/Grupo Divulgação

Orgulho de ser Nerd

dezembro 07, 2017
TV

A CCXP - Comic Con Experience começou hoje e reúne milhares de fãs de cultura pop brasileiros. O Estúdio FACOM aproveita para contar histórias de pessoas que tem Orgulho de ser Nerd!

Confira o documentário:


Feira de vinis pretende reunir colecionadores em Juiz de Fora

dezembro 04, 2017

No próximo domingo, 10 de dezembro, o Museu Ferroviário de Juiz de Fora recebe a 1ª edição da Feira de Discos da cidade. O evento pretende reunir colecionadores e amantes do formato analógico que, com a queda de vendas dos CDs físicos, tem retornado com grande força à cena contemporânea.

Segundo a organização, a feira tem característica menos comercial e mais cultural, sendo aberta a colecionadores, DJs, músicos, produtores e simpatizantes de qualquer idade. A proposta é trazer uma visão da cultura de discos de vinil a partir da experiência de colecionadores tradicionais, DJs, selos musicais independentes e da produção artesanal LatheCut (corte em tornos).

Contando com palestra dos fundadores da Vinyl-Lab, DJ Luiz Valente, DJ Simão e DJ Tony Way, ainda acontece durante o evento uma mesa redonda sobre o crescimento atual da produção de LPs, dos processos de fabricação e dúvidas sobre artistas interessados em lançar seus trabalhos no formato. A página da Feira no Facebook já tem mais de 700 confirmações.

Além de apresentar curiosidades e o panorama geral do vinil no país, a feira vai promover estantes para venda de discos e aparelhos eletrônicos e o estande da Vinyl-Lab, que produzirá discos na hora com um torno portátil bastando apenas levar as músicas em um pendrive.

A I Feira de Discos Juiz de Fora acontece no domingo, 10 de dezembro, a partir das 12h gratuitamente no Museu Ferroviário de Juiz de Fora, localizado à Avenida Brasil, 2001.

Léo Lima

Espetáculo de dança produz interação com bailarinas carentes

dezembro 01, 2017
No último sábado, 25, o espetáculo Cinderella “O Sonho Acontece Para Quem Acredita” foi apresentado no Cine Teatro Central. A companhia de dança enviou ingressos para bailarinas carentes da AMEB (Associação Mobilizadora Beneficente) para que as crianças pudessem participar do evento. Produzido por Marie Taglione Studio, a peça é uma releitura do conto de fadas infantil e mostra como seria a trajetória da personagem sem a ajuda da magia e das fadas e como seriam os obstáculos que ela teria que enfrentar. O segundo ato do espetáculo conta com apresentações de Jazz, balé contemporâneo e teatro que relembram famosos musicais.
A AMEB é uma instituição que recebe ajuda de voluntários e têm, como uma de suas ações, aulas de balé gratuitas para crianças carentes da comunidade do bairro Amazonas. As alunas ganharam convite do grupo de dança  para assistirem ao espetáculo. A professora Lara Heringer falou da importância desse contato. “Como bailarina a gente sonha muito, desde quando se é pequeno e usa sapatilha de ponta até se apresentar em um teatro renomado. E poder envolver as meninas nesse meio cultural da dança com apresentações acessíveis um incentivo mais efetivo”.
A professora também falou sobre as vantagens dessa oportunidade. “Elas têm o sentimento de se superarem, de poderem sonhar mais alto, se dedicarem e conhecerem outras companhias de dança. É isso que faz a formação cultural delas”. Lara também ainda ressaltou o recebimento dos bailarinos após a apresentação no camarim para tirarem fotos.
A aluna Adriana Reis contou como foi a experiência. “Gostei muito da apresentação do balé, achei muito bonita e foi muito bom conhecer os bailarinos de lá. Eu nunca tive a oportunidade de ver uma apresentação tão bonita e o Cine Teatro Central. Ele é tão bonito, tão iluminado, eu adorei”.
A ação promoveu o encontro das pequenas bailarinas com o mundo da dança. Lara ainda disse que conhecer o espaço do Cine Teatro Central como bailarinas juizforanas foi muito importante para elas. E que depois de assistirem à sua primeira apresentação profissional, elas saíram extasiadas. “É importante mostrar pra elas que mesmo vindo de um bairro carente, elas podem realizar seus sonhos e que com esforço e dedicação elas são capazes. Foi um momento muito especial”, diz.


Thatyana Benetello

1894 – O Major fica em cartaz até domingo

novembro 29, 2017
O espetáculo “1894 – O Major, do Grupo Divulgação, da Universidade Federal de Juiz de Fora, fica em cartaz até o próximo domingo, dia 03/12. Adaptação da obra de Artur Azevedo, a montagem, dirigida por José Luiz Ribeiro, retrata a cidade do Rio de Janeiro no ano de 1894, momento em que a cidade estava consumida por embates entre republicanos e monarquistas, a Revolta da Armada e uma forma de sobrevivência do popular diante das balas perdidas.

A peça é dívida em núcleos, característica comum do Teatro de Revista, estilo no qual Azevedo foi um dos pilares. Esse tipo de teatro é utilizado para difusão de modos e costumes, sempre buscando causar o riso por meio de falas irônicas, de duplo sentido e canções "apimentadas". José Luiz lista os assuntos abordados na montagem e evidencia a contemporaneidade presente nela:



Essa não é a primeira vez que uma peça de Azevedo é montada pelo grupo. Em 2008, O Mambembe esteve em cartaz no Fórum da Cultura. José Luiz ressalta a importância do autor para a cultura brasileira e para o Grupo Divulgação:



O elenco é formado por Márcia Falabella, Marina Metri, Joana Paula, Andreza Dias, Ada Medeiros, Cássia Girardi, Rachel Alexandre, Conrado Braga, Millena Paiva, Franklin Ribeiro, Alícia Bretas, Paula Landim, Michele Balieiro e Renan Sousa. A sonoplastia é de Tainá Varandaras e a iluminação de José Luiz Ribeiro. Márcia Falabella e Bruno Crispi são os responsáveis pela preparação vocal.

O espetáculo fica em cartaz de quarta à domingo, às 20h30, no Fórum da Cultura da UFJF (Rua Santo Antônio 1.112 – Centro).  As reservas podem ser feitas pelo telefone: 3215-3850. 

Moda e Apropriação Cultural: O que a Indústria Cultural tem a ver com isso?

novembro 25, 2017

Acusações de apropriação cultural tem recheado jornais, TV, e a internet nos últimos meses. O caso da menina branca abordada no metrô por usar um turbante, o caso do bumerangue – que custa cerca de 06 mil reais – produzido pela Chanel, e duramente criticado por aborígines australianos, são exemplos da movimentação que o assunto vem causando. Na internet, a proporção que os casos ganham são amplamente potencializados. O assunto raramente chega a ser debatido verdadeiramente. O que ocorre, na maioria das vezes, é a troca de ofensas por pessoas que acreditam e pessoas que não acreditam na apropriação cultural.

Ao falarmos desse assunto, temos como hábito focarmos apenas no caso atual, apenas na pessoa que cometeu ou sofreu algo por este motivo, porém, a base de quase tudo que nos cerca, e que pauta nosso consumo – e o modo de consumo -  hoje, é a indústria cultural. 

O que é a Indústria Cultural?

O termo criado pelos membros da Escola de Frankfurt, Theodor Adorno e Max Horkheimer, tem como finalidade, designar a situação da arte na sociedade capitalista industrial. Para Adorno, na Indústria Cultural, tudo se torna negócio. O que antes era um mecanismo de lazer, ou seja, uma arte, agora se torna um meio eficaz de manipulação, de obtenção de lucro. Portanto, podemos dizer que a Indústria Cultural traz consigo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno e nele exerce um papel específico, que é ser portadora da ideologia dominante, a qual confere sentido a todo o sistema hegemônico.

Camuflando as forças de classes, a Indústria Cultural se apresenta como único poder de dominação e difusão de uma cultura do servilismo, da subserviência. Ela torna-se o guia que orienta os indivíduos em um mundo caótico e, assim, desativa, desarticula, qualquer revolta que poderia ocorrer contra seu sistema. Portanto, a Indústria Cultural acaba por desmobilizar ou impedir qualquer mobilização crítica, ao promover uma pseudofelicidade ou satisfação aos indivíduos. Ela os transforma em seu objeto e não permite a formação de uma verdadeira autonomia consciente.

É quase impossível romper com tal sistema produtivo, ao englobarmos a sociedade como um todo, apenas um pequeno número consegue uma real evasão. E os que se submetem esse modelo de indústria nada mais fazem que falar a mesma coisa, mas de maneira diferente. 

É importante frisar que a grande força da Indústria Cultural se valida por como proporciona ao homem necessidades. Porém, não falamos de necessidades reais, básicas para se viver dignamente (casa, comida, lazer, educação, e assim por diante) e, sim, as necessidades do sistema vigente (consumir incessantemente). Com isso, o consumidor viverá sempre insatisfeito, querendo, constantemente, consumir e o campo de consumo se torna cada vez maior.

Moda e Apropriação cultura

Segundo Orson Camargo, “Moda pode ser definida como modelos de comportamento irracionais e transitórios que tendem a repetirem-se em sociedade cujos membros anseiam por um reconhecimento de status ao se expressarem por meio da imitação da elite.”, ou seja, tudo girará em torno do que a elite, do que os mais favorecidos da nossa sociedade têm, ou desejam ter.  Ela unirá as pessoas de classes mais altas, os segregando, os diferenciando das demais classes sociais. A elite inicia uma moda, e a massa a imita, em um esforço de eliminar as distinções externas de classe. Porém, essa mesma elite abandonará a moda por outra nova moda, quando a mesma já for acessível as demais classes sociais.

A moda – a elite -  tem o poder de definir o que será tendência, o que chegará a grande população. A camisa que o homem menos antenado a tudo que ocorre na moda, irá comprar em uma loja de departamento, sofre grande influência das cores e cortes que foram vistos em grandes passarelas anteriormente.

Ao debatermos sobre moda e apropriação cultural, temos que lembrar que tudo que é rentável, que gera lucro, será usado. E para que isso seja possível, todo significado, toda simbologia que envolve a peça, será esvaziada. A indústria da moda vale nada menos que US$ 2,4 trilhões, e tem crescimento de cerca de 3,5% ao ano. E um estudo sobre o mercado da moda mundial evidenciou uma mudança de hábito de consumo em todo o mundo. Hoje o consumidor é mais antenado e sofisticado, tendo pressa para que todos os seus anseios de consumo sejam prontamente saciados. Atualmente, logo após os desfiles, as grandes marcas já disponibilizam a venda todas as peças apresentadas nas lojas.

Por fim, vivemos em uma sociedade capitalista, onde o dinheiro, o lucro, imperará sobre qualquer cultura, qualquer raça ou religião. O maior erro não é o do indivíduo que usa uma peça que remeta, ou pertença, a alguma cultura (muita das vezes, o mesmo nem conhece o significado real do que está usando), mas sim da indústria, que esvaziou todo e qualquer significado da peça.

Santa Cândida é palco do Segundo Slam de Perifa

novembro 17, 2017


A segunda edição do Slam de Perifa promete movimentar ainda mais a cena cultural de Juiz de Fora. Evento organizado pelo Coletivo Vozes da Rua e por Mateus Silva, poeta e um dos principais idealizadores do movimento Slam em Juiz de Fora, acontece neste sábado, dia 18, no bairro Santa Cândida.

Mateus acredita que o sucesso da primeira edição se repetirá. “Minha expectativa como sempre é de que Juiz de Fora toda cole, principalmente as periferias e a galera do hip-hop, pois esse espaço é nosso. E, como no primeiro, espero que tenhamos vários poetas do bairro no evento.”

O Slam é um novo jeito de fazer poesia. Com um júri espontaneamente escolhido pelo público, os slammers (poetas) “declamam” poesias autorais, em uma espécie de competição de poesia falada. Porém, para Yuri Souza, poeta e morador do bairro Santa Cândida, o Slam é muito mais que isso. “O Slam traz a poesia de denúncia, contendo informações que muitas vezes são passadas erroneamente para o cidadão que assiste jornal.”


Porém, diferente da primeira edição, o evento acontecerá na rua Jorge Raimundo, número 343, a partir das 13h30. Você encontra mais informações sobre o evento no  Facebook Slam de Perifa.



Confira uma das apresentações que aconteceram na primeira edição do Slam de Perifa:
 https://www.youtube.com/watch?v=X0pcmM_FemM
 
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