A internet é o principal meio de troca de informações para os brasileiros e 67% das pessoas a utilizam com o intuito de buscar notícias. É o que aponta a pesquisa sobre mídia realizada com 18.312 brasileiros em 2015 pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
Assim caminha o jornalismo independente
Mas nem todos os brasileiros parecem satisfeitos com os conteúdos fornecidos pelos meios tradicionais de comunicação. É o que demonstra a pesquisa feita pelo site “Reinventa Jornalista” sobre jornalismo independente. O estudo indica que 73% dos 200 entrevistados possuem a internet como principal modo de se informar. Deles, 60% não sabem o que é jornalismo independente. Porém, quando informados do significado do termo, 96% afirmaram que consumiriam este tipo de informação
Normalmente iniciativas não relacionadas a nenhum veículo de mídia tradicional, partido político, ou outro tipo de organização, o jornalismo independente parte de agências e iniciativas onde em alguns casos contam com financiamento coletivo (crowdfunding) para se manter, ou com patrocínios, mas desde que não afete o conteúdo.
A estudante de jornalismo Luiza Rodrigues, usuária de blogs e sites independentes, aponta que hoje temos noção do quão tendenciosos são os grandes veículos de mídia o que, na opinião da estudante, pode corromper de forma intensa o que é passado para a população. “A notícia me passa mais confiança. Os veículos têm um lado? Sim, mas ele é assumido”, diz. O tipo de abordagem das notícias nesses meios também é uma preocupação de Luíza: “Eu acredito que é um olhar mais profundo no caso da política. Por exemplo, não focam apenas na notícia em si, mas nos desdobramentos que ela terá na vida das pessoas”.
No Brasil, os veículos independentes com maior número de acessos são o Think Olga, Mídia Ninja, Jornalistas Livres, Agência Pública, Blogueiras Negras entre outros. Os temas tratados variam desde a cobertura de movimentos sociais, cobertura política, empoderamento feminino até o jornalismo investigativo.
Na cidade de Juiz de Fora (MG), se destaca no segmento, a revista e site "Av. Independência", que aborda temas relativos ao cenário cultural da cidade como: eventos, shows, arte, entre outros. O coletivo – a equipe assim denomina - surgiu em 2015, durante as aulas de uma disciplina da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e conta com integrantes e colaboradores.
A redução de oportunidades de emprego nos veículos de grande mídia e a liberdade para produzir conteúdo são condições que têm levado alguns profissionais rumo ao jornalismo independente. “A vantagem, é a liberdade que temos em relação à produção de conteúdo e, a forma de trabalho”. A única desvantagem, mas que acaba sendo a grande vantagem é a constante busca de formas de manutenção, considera Thiago Menini, integrante do coletivo.
Os meios de produção e divulgação são cada vez mais acessíveis. Portanto, a tendência é que as condições sejam favoráveis para que iniciativas similares surjam, envolvendo procura maior por conteúdo diversificado.
As pessoas ganham dinheiro com isso, afirma Thiago: “O Youtube está aí para mostrar isso de forma direta. Fazer jornalismo independente antes era algo underground, a visibilidade era reduzida. Hoje não, é tendência, porque você pode fazer seu conteúdo de forma livre. Muitas pessoas estão por aí produzindo e divulgando. O futuro está na diversificação, segmentação, e na forma de fazer, que se distancia do tradicional e permite experimentar, com autonomia”.
Assim caminha o jornalismo independente
Mas nem todos os brasileiros parecem satisfeitos com os conteúdos fornecidos pelos meios tradicionais de comunicação. É o que demonstra a pesquisa feita pelo site “Reinventa Jornalista” sobre jornalismo independente. O estudo indica que 73% dos 200 entrevistados possuem a internet como principal modo de se informar. Deles, 60% não sabem o que é jornalismo independente. Porém, quando informados do significado do termo, 96% afirmaram que consumiriam este tipo de informação
Normalmente iniciativas não relacionadas a nenhum veículo de mídia tradicional, partido político, ou outro tipo de organização, o jornalismo independente parte de agências e iniciativas onde em alguns casos contam com financiamento coletivo (crowdfunding) para se manter, ou com patrocínios, mas desde que não afete o conteúdo.
A estudante de jornalismo Luiza Rodrigues, usuária de blogs e sites independentes, aponta que hoje temos noção do quão tendenciosos são os grandes veículos de mídia o que, na opinião da estudante, pode corromper de forma intensa o que é passado para a população. “A notícia me passa mais confiança. Os veículos têm um lado? Sim, mas ele é assumido”, diz. O tipo de abordagem das notícias nesses meios também é uma preocupação de Luíza: “Eu acredito que é um olhar mais profundo no caso da política. Por exemplo, não focam apenas na notícia em si, mas nos desdobramentos que ela terá na vida das pessoas”.
No Brasil, os veículos independentes com maior número de acessos são o Think Olga, Mídia Ninja, Jornalistas Livres, Agência Pública, Blogueiras Negras entre outros. Os temas tratados variam desde a cobertura de movimentos sociais, cobertura política, empoderamento feminino até o jornalismo investigativo.
Na cidade de Juiz de Fora (MG), se destaca no segmento, a revista e site "Av. Independência", que aborda temas relativos ao cenário cultural da cidade como: eventos, shows, arte, entre outros. O coletivo – a equipe assim denomina - surgiu em 2015, durante as aulas de uma disciplina da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e conta com integrantes e colaboradores.
A redução de oportunidades de emprego nos veículos de grande mídia e a liberdade para produzir conteúdo são condições que têm levado alguns profissionais rumo ao jornalismo independente. “A vantagem, é a liberdade que temos em relação à produção de conteúdo e, a forma de trabalho”. A única desvantagem, mas que acaba sendo a grande vantagem é a constante busca de formas de manutenção, considera Thiago Menini, integrante do coletivo.
Os meios de produção e divulgação são cada vez mais acessíveis. Portanto, a tendência é que as condições sejam favoráveis para que iniciativas similares surjam, envolvendo procura maior por conteúdo diversificado.
As pessoas ganham dinheiro com isso, afirma Thiago: “O Youtube está aí para mostrar isso de forma direta. Fazer jornalismo independente antes era algo underground, a visibilidade era reduzida. Hoje não, é tendência, porque você pode fazer seu conteúdo de forma livre. Muitas pessoas estão por aí produzindo e divulgando. O futuro está na diversificação, segmentação, e na forma de fazer, que se distancia do tradicional e permite experimentar, com autonomia”.
Mariana Meyer


Postar um comentário