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Aquecimento Global: Verdade ou Mito?


O aquecimento global é definido como um processo do aumento das temperaturas médias nos oceanos e atmosfera. A sua principal causa seria o desenvolvimento acelerado da sociedade, que acaba gerando altíssimos índices de queima de combustíveis fósseis para obtenção de energia, além de outras atividades humanas que também ocasionam a emissão de gases de efeito estufa (GEE).

O efeito estufa é um fenômeno natural e fundamental para a vida. Basicamente, é a capacidade que o nosso planeta possui de reter calor, como se fosse uma estufa de cultivo de plantas. Numa estufa, a luz solar atravessa seu telhado e paredes, mas grande parte do calor fica retido ali dentro, favorecendo o desenvolvimento das plantas. A retenção de calor ocorre porque o vidro, ou material semelhante, impede sua saída. É praticamente o mesmo que ocorre quando entramos num veículo estacionado há horas embaixo do sol. Ele fica quente e abafado internamente porque atuou como uma estufa.

Já na grande estufa que é o nosso planeta, são os GEE que protagonizam o papel do vidro. Gases como o gás carbônico (CO2), o metano (CH4) e o vapor d'água (H2O) formam uma espécie de cortina de gás, que vai da superfície da Terra em direção ao espaço e impedem que a energia do Sol absorvida pela Terra durante o dia seja emitida de volta para o espaço. Assim, parte do calor fica retida nas proximidades da superfície - onde o ar é mais denso - , o que faz com que a temperatura média do nosso planeta possibilite a existência de água em estado líquido e vida.

Na nossa sociedade atual, o aumento populacional, a industrialização e a urbanização, desmatamentos e queimadas, produção em largas escalas, desperdício e pouca durabilidade dos produtos, entre diversos outros fatores que se encontram interligados num modelo de desenvolvimento agressivo ao meio ambiente, são considerados responsáveis por uma crescente emissão de gases que intensificam o efeito estufa. O gás carbônico corresponde a 53% do total dos GEE, porém, há o gás de metano, que corresponde a cerca de 17%, há também diversos outros gases produzidos pelas atividades humanas que contribuem com o efeito estufa. Entre outros, destacam-se os clorofluorcarbonetos (CFCs) e o óxido nitroso, com cerca de 12% e 6% da concentração, respectivamente.

O aumento da temperatura, aliado à intensa queima de combustíveis fósseis desde a Primeira Revolução Industrial, gerou grande alarde nas últimas décadas. E por conta disso, a ONU e diversos países organizaram conferências para discutir e encaminhar medidas, focando-se na diminuição da emissão de gases por parte das nações. O Protocolo de Quioto foi firmado com essa finalidade na Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas de 1997. Esse acordo gerou – e gera – tensões, já que alguns países, como os EUA, não aceitaram bem a meta de redução alegando que isso frearia seu desenvolvimento econômico.

Com o intuito de fortalecer os estudos científicos, desde 1988 existe o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), onde são elaboradas pesquisas sobre as causas e efeitos do aquecimento global. A tese do IPCC é de que a elevação térmica das últimas décadas é mesmo ocasionada por fatores antrópicos.
Mas não são todos que pensam assim. Há quem acredite e defenda com afinco a tese de que o aumento das temperaturas no planeta possuem outra justificativa. Os cientistas céticos quanto ao aquecimento global alegam que o planeta passa por ciclos de calor e frio, derrubando a culpa da emissão de gases do efeito estufa na atmosfera provocados por ação humana. O cientista americano Don Easterbrook, da Western Washington University, afirma que esses ciclos têm duração média de 30 anos, e que, no momento em que vivemos, ao contrário do que se pensa, estamos passando por uma fase de esfriamento, iniciada em idos de 2000.

O pesquisador, que analisa amostras de gelo da Groenlândia, garante que a Terra passou por 40 ciclos de calor e frio nos últimos 500 anos e que a alta da temperatura média atual (entre 0,7 e 0,8 graus em relação ao século passado) é extremamente menor do que em diversas ocasiões desde a última Era do Gelo, quando as elevações marcaram 15ºC.

Para ele, é impossível culpar a emissão de gases como o dióxido de carbono como responsáveis pelo aumento das temperaturas: “Basta ver que a partir dos anos 40, quando as emissões tiveram uma forte alta, a temperatura média da Terra caiu durante 30 anos enquanto a concentração de CO2 na atmosfera aumentava. Só a partir dos anos 70 a temperatura começou a subir e, mesmo assim, décimos de grau, o que não tem nenhuma relevância estatística”, disse em entrevista a O Globo, em 2012.

Outro fator humano, o desmatamento, é desacreditado pelo professor de climatologia da USP, Ricardo Augusto Felicio. Ele defende que pode acontecer um aumento da temperatura, mas por curto período de tempo e apenas no lugar do ocorrido, nada a nível global; e que a vegetação, se abandonado o local, em menos de um mês, aparecerá nova vegetação rasteira.

O professor, um dos poucos que pensam dessa forma no país, critica a organização de eventos para o controle do aquecimento global, como o RIO+20 e o ECO 92. Para ele, não passam de “carnavais fora de época”, onde são discutidos negócios, além de criação de novos impostos, formando um regime “‘eco-imperialista’ ou eco-totalitarista’”.

Donald Trump retirou os EUA do Acordo de Paris em junho. (Foto: Spencer Platt/Getty Images)
Donald Trump sempre mostrou que considera o aquecimento global uma farsa e, desde o início de seu mandato, dizia que tiraria os Estados Unidos do Acordo de Paris, assinado em 2015 durante a COP 21, cúpula da ONU que prevê que os países devem trabalhar para que o aquecimento fique em até 1,5ºC em relação ao tempo pré-industrial. O feito concretizou-se no início de junho. O presidente republicano disse que o documento trazia desvantagens ao país para de beneficiar outros. A saída dos EUA, segundo maior produtor de gás de efeito estufa no mundo, pode colocar em risco a efetividade do acordo, o primeiro em que os 195 países da ONU se comprometeram em diminuir suas emissões.

Por Leandro Carneiro e Luiza Rodrigues

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