O imóvel localizado no número 764 da Rua Espírito Santo foi tombado em 2013 pelo Patrimônio Histórico. Mas o Palacete dos Fellet, como é conhecido, chama atenção por outro motivo: o abandono. A construção, erguida no século XX por João Fellet foi herdada por sua filha e, com sua morte em 1993, o terreno acabou sendo vendido a uma construtora que iniciou o processo de demolição no ano seguinte.
A demolição então foi embargada pelo Ministério Público que já estudava um tombamento da obra por conta de suas peculiaridades arquitetônicas e características estéticas. A ação ainda pleiteava a reconstrução do que havia sido demolido. Deste então, existe uma reclamação da comunidade que o a situação do local serve de esconderijo para ladrões.
Os moradores da região reclamam da insegurança causada pelo abandono do prédio. A estudante Isadora Lopes diz ser difícil chegar da faculdade à noite: “A gente fica sempre com medo e anda rápido, mas até a tarde já teve caso de assalto aqui próximo”.
“Além de ser perigoso, ainda tem a questão dos ratos e outros animais que encontram ali comida no lixo e entulhos que tem dentro do terreno”, conta Sônia Pedroso, síndica de um condomínio próximo.
Quanto a este fato, a Prefeitura informou através de sua assessoria que em abril foi realizado um mutirão de limpeza do terreno com as secretarias de Saúde (SS) e Atividades Urbanas (SAU) e do Departamento de Limpeza Urbana (Demlurb) retirando entulhos e lixo. Também foi efetuada a desratização do local, e um grupo de trabalho de prevenção contra a dengue fez a varredura, verificando a existência de algum material que pudesse servir como criadouro do Aedes aegypti.
A Funalfa, Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage, diz que a responsabilidade das obras indicadas pela Justiça é do proprietário, e que este recorreu da decisão e o recurso ainda será julgado. Houve até a intenção de criar-se um espaço público, mas enquanto isso, nada pode-se fazer quanto a deterioração do imóvel.


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