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O futuro da inteligência artificial

Não é novidade que a inteligência artificial é uma área promissora quando falamos em tecnologia. Se por um lado já fazemos o uso dela através dos meios tecnológicos, por outro, ela pode ser ameaçadora e se desenvolver mais rápido do que imaginamos.

Em carta aberta divulgada no primeiro semestre deste ano, mais de mil cientistas, entre eles Stephen Hawking e Elon Musk, pedem a suspensão do uso da Inteligência Artificial para fins militares, como a criação de armas letais. De acordo com Hawking e Musk, a A.I. é a maior ameaça à existência humana. Por isso, há o interesse em limitar seus usos.

Segundo Leonardo Goliatt, professor do departamento de Mecânica Aplicada e Computacional da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a A.I. tem como objetivo criar modelos de processos do pensamento, como por exemplo, elaborar agentes inteligentes (robótica) e criar inteligência (de forma sintética).

Os diversos usos da A.I
Hoje em dia utilizamos a inteligência artificial para vários recursos tecnológicos e em diversos níveis, como por exemplo, no feed do Facebook, nas recomendações de produtos em sites de e-commerce, nas operadoras de cartões de crédito e no autoatendimento de algumas operadoras de telefonia móvel. De acordo com Leonardo, existe uma grande vantagem em utilizar a I.A. “Entendo que a relação será em sua maioria benéfica, pois permitirá o uso mais racional de recursos (humanos, financeiros, ambientais) e as inteligências artificiais permitirão encontrar cenários que hoje podem ser vislumbrados por especialistas mesmo que sejam contra-intuitivos”, declarou o professor.

Filmes de ficção científica
Os filmes são muitas vezes responsáveis por nos apresentar o tema de diversas formas. Um exemplo recente é Ghost in the shell (O vigilante do amanhã), no qual em uma realidade futurista torna-se possível no Japão a adição de membros, a fim de obter um aprimorado corpo cibernético. Na opinião de Leonardo, esta realidade é perfeitamente possível e pode estar mais perto do que imaginamos. “Acredito que isso acontecerá em um futuro próximo. Penso que as pesquisas em nanotecnologia e a criação de nanodispositivos permitirão criar equipamentos com performance igual ou superior aos órgãos humanos”, disse o pesquisador. Segundo ele, alguns dispositivos poderão ser também usados para aumentar nossa capacidade cognitiva.

Outro exemplo é a série da HBO, Westworld que traz como tema o despertar de uma consciência própria dos robôs. Em reportagem da BBC, especialistas acreditam que a inteligência das máquinas se igualará à de humanos até 2050, graças a uma nova era na capacidade de aprendizados.

A série Westworld traz a discussão sobre a relação entre humanos e robôs. A personagem Dolores representada na foto é a androide protagonista da série. (Fonte: vulture.com).

A inteligência artificial está presente em nossas vidas e avançará com o tempo na sociedade. Leonardo acredita que o futuro das inteligências é se tornar cada vez mais humanas. “Hoje por exemplo, já temos uma ferramenta no Google que descreve fotos com desempenho similar ao de humanos, além de uma outra que faz análise de pinturas e tarefas reconhecidamente ‘humanas’” exemplifica o pesquisador.

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